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Romance de Dostoiévski sobre Raskólnikov, estudante pobre de São Petersburgo que comete um assassinato e é consumido pela culpa e pela dúvida.
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O livro transforma um crime em estudo psicológico. Dostoiévski mostra o assassino por dentro, com a teoria que o justifica, o delírio que vem depois e o duelo de ideias com o investigador Porfíri Petróvitch. Rende como suspense moral e como porta de entrada para a literatura russa do século XIX.
Quem gosta de personagens atormentados, dilemas éticos sem resposta fácil e narrativas em que a tensão nasce da consciência, não da ação. Também serve a estudantes de literatura, filosofia ou direito interessados em culpa, responsabilidade e na justificação da violência.
Publicado em folhetim em 1866, o romance se passa na São Petersburgo miserável da época e termina com um epílogo na Sibéria. Cada personagem aparece com várias formas do nome, o que confunde no início. A leitura pede atenção constante, não pressa.
Prefira uma tradução feita direto do russo, como a de Paulo Bezerra, e uma edição com notas e lista de personagens, útil para os apelidos. Confira se o texto é integral, com o epílogo. Depois, vale seguir para Memórias do Subsolo, do mesmo autor.