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Distopia de Ray Bradbury em que bombeiros queimam livros; o protagonista, Guy Montag, começa a duvidar do trabalho e da sociedade em que vive.
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A obra imagina um futuro em que ler virou crime e o entretenimento de tela ocupa todo o tempo livre. Bradbury usa a história de Montag para discutir censura, conformismo e distração, e a prosa poética dá à distopia um tom mais sensorial do que técnico.
Quem gosta de ficção científica de ideias, de distopias curtas e de debates sobre o papel da leitura e da mídia. É uma boa porta de entrada para jovens leitores do gênero e para quem quer conversar sobre liberdade intelectual em grupo.
Publicado em 1953, o livro responde ao clima da Guerra Fria e ao avanço da televisão. O próprio Bradbury afirmou que sua preocupação central era a mídia de massa afastando as pessoas dos livros, e não apenas a censura estatal. O título remete à temperatura em que o papel queima.
Escolha uma edição com tradução cuidadosa, pois o estilo poético de Bradbury se perde em versões descuidadas. Edições comemorativas costumam trazer prefácio ou posfácio do autor, que enriquece a leitura. Para comparar, combine com 1984, de George Orwell.