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Anotações privadas do imperador romano Marco Aurélio, escritas em grego, sobre disciplina, dever, impermanência e a prática do estoicismo.
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Reunidas em doze livros, as Meditações não foram escritas para publicação: são lembretes que o imperador dirigia a si mesmo sobre como agir com justiça, aceitar o que foge ao controle e não se perder em vaidade. Esse caráter íntimo é o que torna o texto tão singular entre os clássicos.
Para quem se interessa por estoicismo, filosofia prática, história romana ou por textos curtos que se leiam aos poucos, um trecho por vez. Também é boa leitura para quem já leu divulgações modernas do estoicismo e quer ir à fonte.
A obra não tem estrutura sistemática, e a ordem dos trechos não segue um plano claro. Há referências à cultura romana e à guerra nas fronteiras que o imperador enfrentava; boas edições trazem notas e introdução, que ajudam a situar essas passagens.
A tradução faz diferença enorme: compare duas ou três antes de escolher e prefira a que traga introdução e notas. Edições feitas direto do grego costumam ser mais fiéis. Para um contraponto contemporâneo, leia depois Quatro Mil Semanas, de Oliver Burkeman.